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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/24392| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Adolescências e usos de drogas: intensidades e desigualdades em variações da experiência |
| Autor(es): | Sdoia, Marina Decot |
| Primeiro Orientador: | Vicentin, Maria Cristina Gonçalves |
| Resumo: | Esta pesquisa teve como objetivo problematizar os enlaçamentos entre “drogas” e “adolescência”, situados como dispositivos de saber-poder-subjetivação, buscando pistas para pensar o(s) cuidado(s) à luz do saber das experiências de jovens adultos quando adolescentes. Tendo como referência aportes da pesquisa-intervenção em análise institucional e da cartografia, nos valemos das noções de dispositivo e de experiência em Michel Foucault, para traçar o seguinte percurso: a) revisão da produção científica (artigos indexados) sobre o enunciado “drogas na adolescência”; b) discussão da instituição da adolescência – regulada pelo dispositivo do desenvolvimento – e do dispositivo das drogas – que produz a droga como “problema”; e c) análise de narrativas sobre experiências com drogas na(s) adolescência(s), realizadas a partir de conversas-entrevistas com seis jovens adultos, que consumiram drogas nas adolescências, e com os quais temos relação para além da situação de pesquisa. De modo hegemônico, a noção de comportamento de risco (ao desenvolvimento) é a tônica da literatura revisada, enfatizando uma visão da adolescência como preparação ao “acabamento” adulto e, por consequência, ações de cuidado pautadas pela norma universal da abstinência-sobriedade. As pesquisas do campo antiproibicionista dão lugar a diferentes contornos simbólicos, saberes e práticas em que o uso de drogas se faz presente, enfatizando a indissociabilidade entre sujeitos, contextos e substâncias na produção de modos de uso e de pensar o cuidado COM pessoas que usam drogas. As conversas-entrevistas abordaram diferentes relações com as substâncias, possibilitando traçar dimensões históricas e intensivas do vivido. As narrativas buscaram apontar, nas experiências, os vetores coletivos de subjetivação, que configuram modos de viver e de usar drogas. Diferentemente da perspectiva da “proteção-tutela”, que captura a adolescência como fase de desenvolvimento a ser controlada rumo ao adulto produtivo, as narrativas dos jovens sinalizam diferentes agenciamentos coletivos, produzindo modos de viver, sentir e usar drogas, apontando a urgência de escutar os fluxos das vidas que pulsam e de propor ações de cuidado que privilegiem a normatividade como variação e criação de normas para si |
| Abstract: | This research aimed to problematize the linkages between “drugs” and “adolescence”, located as devices of knowledge-power-subjectivation, looking for clues to think about the care (s) in the light of the knowledge of the experiences of young adults when adolescents . Taking as a reference the contribution of research-intervention in institutional analysis and cartography, we use the notions of device and experience in Michel Foucault to trace the following path: a) review of scientific production (indexed articles) on the statement “drugs in adolescence ”; b) discussion of the institution of adolescence - regulated by the developmental device - and the drug device - which produces the drug as a "problem"; and c) analysis of narratives about experiences with drugs in adolescence, carried out through conversation-interviews with six young adults who used drugs in adolescence and with whom we have a relationship beyond the research situation. In a hegemonic way, the notion of risk behavior (to development) is the keynote of the reviewed literature, emphasizing a view of adolescence as preparation for the adult “finish”, and, consequently, care actions guided by the universal norm of abstinencesobriety . Research in the anti-prohibition field gives rise to different symbolic contours, knowledge and practices in which drug use is present, emphasizing the inseparability between subjects, contexts and substances in the production of ways of using and thinking about the care of people who use drugs . The interview-conversations addressed different relationships with the substances, making it possible to trace historical and intensive dimensions of the experience. The narratives sought to point out, in the experiences, the collective vectors of subjectivation that configure ways of living and using drugs. Unlike the “protection-guardianship” perspective, which captures adolescence as a development phase to be controlled towards the productive adult, the narratives of young people signal different collective agencies producing ways of living, feeling and using drugs, pointing out the urgency of listening to pulses of life that pulsate and to propose care actions that privilege normativity as variation and creation of norms for oneself |
| Palavras-chave: | Subjetivação Drogas Risco Subjectivation Drugs Risk |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA SOCIAL |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Social |
| Citação: | Sdoia, Marina Decot. Adolescências e usos de drogas: intensidades e desigualdades em variações da experiência. 2021. Dissertação (Mestrado em Psicologia: Psicologia Social) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2021. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/24392 |
| Data do documento: | 7-Mai-2021 |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-Graduação em Psicologia: Psicologia Social |
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